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O porto seco de Foz do Iguaçu e a reticularização da fronteira

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15556

Palavras-chave:

Porto Seco, Território reticulado, Fronteira, Fluxos, Logística

Resumo

O presente artigo analisa o Porto Seco de Foz do Iguaçu como elemento central no processo de reticularização da fronteira trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina. A partir de uma abordagem fundamentada na teoria crítica da geografia, especialmente nos aportes de Milton Santos, busca-se compreender como as infraestruturas logísticas e digitais reorganizam o território, intensificando fluxos de mercadorias, informações e capitais. Discute-se como esse nó logístico reflete e reproduz desigualdades socioespaciais, além de se constituir como espaço estratégico de controle, regulação e circulação no contexto da globalização e da plataformização da economia. O Porto Seco não apenas materializa os circuitos da economia global, mas também revela as contradições entre seletividade dos fluxos e exclusão territorial. Este trabalho contribui para o entendimento das novas dinâmicas territoriais associadas ao território reticulado e suas implicações para a soberania e a coesão socioespacial na região de fronteira.

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Biografia do Autor

Zeno Soares Crocetti, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Zeno Soares Crocetti é professor e pesquisador da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), vinculando-se ao Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território (ILATIT). Doutor e mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolve o projeto de pesquisa; Transformações da Economia Política do Território na América Latina (2000-2025) (Imperialismo Contemporâneo, Território Reticulado e Dominação Cognitiva). É líder do Núcleo de Estudos Estratégicos Ignácio Rangel (NEIR), que conta com bolsistas de iniciação científica financiados pela UNILA e pela Fundação Araucária. Atuou como coordenador do Bacharelado em Geografia por três gestões (2017/2024). Desde 2016, integra o Observatório de Comércio Internacional (OCI), sediado na Universidad Nacional de Luján, em cooperação com a Universidad Nacional de Mar del Plata, ambas na Argentina. Sua experiência abrange as áreas de Geografia Econômica e Geografia Política, com ênfase em gestão do território, formação sócio-espacial e epistemologia da geografia, além de pesquisa aplicada em planejamento e ordenamento territorial. Publicou 42 artigos em periódicos especializados, 132 trabalhos em anais de eventos, 10 livros e 4 capítulos de livro. Participou de 174 eventos científicos, sendo 54 no exterior e 120 no Brasil. Recebeu 8 prêmios e homenagens ao longo de sua trajetória acadêmica. É membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) da Licenciatura em Geografia, parecerista ad hoc e integrante de conselhos editoriais de periódicos nacionais e internacionais. Foi membro titular do CONSUNI/ILATIT (20212025) e presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB). Atualmente, exerce a função de secretario da AGB  Seção Local Fronteira Foz do Iguaçu.

Enviado

22/03/2026

Postado

27/07/2026

Como Citar

O porto seco de Foz do Iguaçu e a reticularização da fronteira. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15556

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito