O sujeito em Lacan e o ponto de ver autista em Deligny: diferentes modos de ser humano
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15551Palavras-chave:
Lacan, linguagem, DelignyResumo
Este artigo analisa a constituição do sujeito na psicanálise lacaniana e o contraste com o ponto de vista autista proposto por Fernand Deligny. Partindo da concepção de Jacques Lacan de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem, discute-se o processo de alienação e separação que inscreve o sujeito na ordem simbólica, bem como a função da foraclusão na estruturação das psicoses. Nessa perspectiva, a ausência de inscrição simbólica — como ocorre no autismo — é interpretada como falha de constituição subjetiva e afastamento do padrão do humano. Em contraponto, Deligny propõe uma noção de humanidade não fundada na linguagem. Assim, enquanto a psicanálise define o humano pela submissão à estrutura simbólica, Deligny identifica, no fora da linguagem, a possibilidade de uma existência impessoal e comum, que resiste à domesticação do sujeito. O contraste entre Lacan e Deligny permite repensar os limites entre linguagem, subjetividade e humanidade.
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