Getúlio Vargas, os militares e o fim de uma Era
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-4369e296276Palavras-chave:
Segundo Governo Vargas, militares, políticaResumo
O artigo analisa a relação entre as forças militares e a política no Brasil, especificamente no Segundo Governo Vargas. Destaca-se como os militares assumiram funções de honoratiores, atuando politicamente e influenciando decisões importantes, tendo como pressuposto político sua missão transformadora de fazer a transição de uma sociedade tradicional a uma sociedade moderna. A relação de Vargas com os militares foi marcada por disputas internas, conflitos ideológicos e tentativas de controle do poder militar, incluindo episódios como o atentado na Rua Tonelero e a crise de 1954, que culminou no suicídio de Vargas. Instituições como a Escola Superior de Guerra e o Clube Militar tiveram papel central na participação de elites militares com forte atuação política, especialmente aquelas alinhadas ao bloco ocidental na Guerra Fria. Essas forças buscavam modernizar o país, combater o totalitarismo e consolidar uma ordem liberal, tendo construído, para a figura de Getúlio Vargas e seu “populismo”, o papel de grande obstáculo à modernidade: uma tensão em que “o populismo” de Vargas refletiria o conflito entre tradição e modernidade na história brasileira. Para essas elites militares, era necessário colocar fim a uma era: a Era Vargas.
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