Juan Ramón Jiménez e a memória da paisagem andaluza: a poesia desde o exílio
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15265Palavras-chave:
Literatura Espanhola, Paisagem, Teoria do Emplazamento, Juan Ramón JiménezResumo
O artigo examina a tradição da paisagem andaluza na literatura espanhola, detendo-se brevemente em Góngora, Bécquer e Machado para culminar em uma análise central da poética de Juan Ramón Jiménez. Se em Góngora a paisagem adquire densidade ecfrástica, em Bécquer configura-se como espaço sublime e dia-bólico, e em Machado como memória histórica e luto interior, em Juan Ramón ocorre um deslocamento decisivo: a paisagem deixa de ser mero enquadramento representacional para tornar-se estrutura constitutiva do sujeito poético. A partir da teoria do emplazamento e dos estudos sobre paisagem na literatura, este trabalho demonstra como o poeta moguerenho interioriza Moguer até transformá-la em filtro perceptivo universal. Em obras como Diario de un poeta recién casado e, sobretudo, Espacio, a paisagem manifesta-se como processo dinâmico, palimpséstico e metafísico, no qual memória, exílio e consciência se entrelaçam. O mar e o amarelo funcionam como eixos simbólicos que revelam uma percepção em que a paisagem não é descrita: encarna-se na palavra poética.
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