Vibe Coding na Educação Superior: Framework para Letramento Crítico em IA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15198Keywords:
Vibe Coding, Inteligência Artificial Generativa, Letramento Crítico em IAResumen
A adoção acelerada de Inteligência Artificial Generativa (IA Gen) em atividades de programação e produção acadêmica no ensino superior tem sido acompanhada por um padrão recorrente de uso acrítico: o estudante prioriza a ferramenta e a obtenção rápida de um artefato “funcional”, sem produzir evidências de compreensão, validação e responsabilidade autoral. Este artigo relata um levantamento bibliográfico realizado em 2025 sobre vibe coding e IA Gen na educação superior, com foco em impactos na carga cognitiva e em consequências pedagógicas (aprendizagem, avaliação, integridade e governança). A síntese prioriza achados de 2025 que descrevem (i) ciclos viciosos de erro‑correção sem aprendizagem; (ii) inspeção superficial de outputs e risco de enfraquecimento de competências; e (iii) lacunas de políticas institucionais e formação docente/discente. À luz da Teoria da Carga Cognitiva, argumenta-se que o vibe coding pode reduzir Carga Extrínseca (esforço irrelevante para aprendizagem, como fricções de sintaxe/boilerplate) e liberar recursos para Carga Germana (esforço produtivo de construção de esquemas), desde que o desenho instrucional imponha tarefas de explicação, teste e justificação. Como contribuição principal, propõe-se um framework pedagógico autoral expresso em fluxograma, construído a partir da síntese do levantamento e modelado com base em Sweller (1988; 2010) e como ponto de partida no esquema “Talking To, Through, and About AI” (WOO; GUO; YU, 2025). O framework torna o uso de IA Gen visível e avaliável por evidências de processo (intenção, prompts, versões, testes, metacognição e autoria), reposicionando o vibe coding como caminho para o Letramento Crítico em IA. Discutem-se implicações para desenho curricular, avaliação e políticas de integridade, além de limitações e agenda de validação empírica.
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Derechos de autor 2026 José Augusto de Lima Prestes

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