Maria e as Marias nos cárceres: o discurso da Pastoral Carcerária endereçado às mulheres
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15114Palavras-chave:
Discurso da Pastoral Carcerária, Mulheres aprisionadas, Modelo mariano de conduta, Poder pastoralResumo
Neste artigo, analisamos como a atuação da Pastoral Carcerária (PCr) junto a mulheres presas contribui para a construção de uma subjetividade feminina marcada pela aceitação do sofrimento como expressão de amor obediente que conduz à salvação. A pesquisa fundamenta-se na análise de Sequências Discursivas coletadas durante visitas da PCr ao Presídio Regional de Chapecó, em 2018, e no livro Maria e as Marias nos Cárceres: mulher atrás das grades (2018), utilizado pela instituição. Observa-se que este discurso apresenta as presas como mulheres sofredoras porque impedidas de exercer plenamente seu papel familiar. Neste contexto, o sofrimento e a devoção são propostos como caminhos para a "humanização", concebida como promessa de salvação espiritual. A figura de Maria opera como modelo de conduta: submissa, maternal, sofredora e redentora. Concluímos que a possibilidade de redenção das mulheres presas está na reafirmação de papéis familiares como formas de acesso à dignidade e à vida eterna.
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