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“O luto na cadeia é diferente”: sobre perda e luto na saúde prisional

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  • Ana Paula de Melo Dias Universidade de Brasília image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7772-6668
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  • Jorge Esteves Teixeira Junior Escola Superior de Ciências da Saúde image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-9660-3548
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  • Bruno Pereira Stelet Escola Superior de Ciências da Saúde image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-3274-0084
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  • Sandro Rogerio Rodrigues Batista Universidade de Brasília image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-7356-522X
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15057

Palavras-chave:

Luto, atenção primária à saúde, prisões, medicina narrativa

Resumo

Este artigo analisa as especificidades do luto vivenciado por pessoas privadas de liberdade no contexto da Atenção Primária à Saúde Prisional. Trata-se de estudo qualitativo, de inspiração na Medicina Narrativa, fundamentado na análise de uma narrativa clínica produzida em uma Unidade Básica de Saúde Prisional do Distrito Federal. A narrativa descreve a experiência de um homem encarcerado que recebe a notícia da morte violenta do filho. A análise evidencia que o luto no cárcere é atravessado pela ausência de rituais de despedida, comunicação impessoal da morte, restrição de redes de apoio e normas institucionais que inibem a expressão emocional, configurando formas de luto não reconhecido. Conclui-se que o encontro clínico, sustentado por escuta qualificada, pode operar como dispositivo de reconhecimento e cuidado, tensionando processos de desumanização no sistema prisional.

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Postado

06/02/2026

Como Citar

“O luto na cadeia é diferente”: sobre perda e luto na saúde prisional. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15057

Série

Ciências da Saúde

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