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A mata se levanta, poeira levanta, pedra do morro desce e a terra estremece: a derrubada de um terreiro de jarê no Parque Nacional da Chapada Diamantina

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15030

Palavras-chave:

jarê, racismo ambiental, unidade de conservação, Chapada Diamantina

Resumo

Este trabalho acompanha a relação do jarê com a paisagem a partir de uma operação de fiscalização do ICMBio, em 2024, no Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA) que resultou na destruição de um terreiro e na remoção de um assentamento de caboclo em outro. A ação desconsiderou os vínculos entre corpos, paisagem, encantados e práticas de cuidado que estão nos modos de viver das comunidades jarezeiras. Há uma invisibilização da violência do ato que está expressa no processo de reconstrução do terreiro colocado em curso pelo ICMBio. Em contraste, os assentamentos e caminhos trilhados por curadores apontam para alianças que desafiam a separação entre natureza e sobrenatureza. Essas alianças insurgentes (entre encantados, pedra, mato, terra e rios) resistem à simplificação ecológica e constituem outras formas de habitar que não distinguem religião de natureza. Inspirada por Bispo dos Santos e pela noção de terra como sujeito, acompanho os efeitos do ataque espiritual e material aos terreiros, e a mobilização coletiva que se organiza em resposta.

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Postado

13/02/2026

Como Citar

A mata se levanta, poeira levanta, pedra do morro desce e a terra estremece: a derrubada de um terreiro de jarê no Parque Nacional da Chapada Diamantina. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15030

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito