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Neurobiologia da fala no bilinguismo: implicações de uma perspectiva da ciência da mente, cérebro e educação

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  • Cyntia Bailer Universidade Regional de Blumenau image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-9049-8003
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    • Formal Analysis
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    • Writing – Review & Editing
  • Eduardo Schiller Universidade Regional de Blumenau image/svg+xml https://orcid.org/0009-0000-7157-9767
    • Investigation
    • Methodology
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    • Visualization
    • Formal Analysis

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15016

Palavras-chave:

fala, bilinguismo, neurobiologia da linguagem, neuroplasticidade, ciência da Mente, Cérebro e Educação

Resumo

O bilinguismo oferece uma perspectiva única para investigar a neurobiologia da fala, pois envolve interações dinâmicas entre múltiplos sistemas linguísticos no mesmo cérebro. Esta revisão de escopo mapeia o estado atual do conhecimento sobre os mecanismos neurais subjacentes à fala em indivíduos bilíngues e como essas descobertas se interconectam com o campo da ciência da Mente, Cérebro e Educação (MCE), oferecendo uma perspectiva translacional que conecta a neurociência à prática e às políticas pedagógicas. Os principais temas que emergem da literatura incluem a representação e o processamento neural de mais de um sistema fonológico e lexical, o papel das redes de controle cognitivo na seleção e alternância de idiomas e o impacto da idade de aquisição e da proficiência na organização cerebral. Estudos de neuroimagem e de eletrofisiologia revelam substratos neurais sobrepostos e distintos para cada idioma, com evidências de plasticidade adaptativa em regiões auditivas, motoras e de controle frontal. Ainda existem lacunas em relação às trajetórias longitudinais do desenvolvimento da linguagem em bilíngues, à interação entre eficiência neural e esforço cognitivo e às diferenças entre línguas no processamento da linguagem falada. Ao consolidar descobertas de diversas disciplinas, esta revisão destaca como o bilinguismo contribui para modelos mais amplos de neurobiologia da linguagem e identifica caminhos para pesquisas futuras. Argumentamos também que a integração de evidências neurobiológicas com referenciais educacionais pode contribuir para estratégias pedagógicas mais inclusivas, intervenções precoces e políticas informadas que respeitem a diversidade linguística. Ao mesmo tempo, enfatizamos a necessidade de reflexão crítica para evitar interpretações reducionistas e preservar as dimensões sociais, culturais e afetivas da aprendizagem. Este artigo destaca o potencial transformador da MCE para repensar como a fala no bilinguismo é compreendida e apoiada em contextos educacionais.

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Biografia do Autor

Cyntia Bailer, Universidade Regional de Blumenau

Doutora, Universidade Regional de Blumenau, Departamento de Letras, Blumenau/SC, cbailer@furb.br, ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9049-8003.

Eduardo Schiller, Universidade Regional de Blumenau

Mestre em Educação, Doutorando em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Regional de Blumenau, Blumenau/SC, edo.schiller@gmail.com,  ORCID: https://orcid.org/0009-0000-7157-9767

Postado

03/02/2026 — Atualizado em 30/03/2026

Versões

Como Citar

Neurobiologia da fala no bilinguismo: implicações de uma perspectiva da ciência da mente, cérebro e educação. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15016 (Original work published 2026)

Série

Linguística, letras e artes

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