O bolsonarismo depois da derrota: uma aplicação do método de grupos focais contínuos no WhatsApp
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14839Palavras-chave:
Grupos focais contínuos , WhatsApp, Metodologia qualitativa, Bolsonarismo, Opinião PúblicaResumo
Este artigo apresenta e discute resultados de pesquisa qualitativa sobre as percepções políticas de eleitores bolsonaristas após a eleição presidencial de 2022, obtidos por meio do Painel On-line de Monitoramento de Tendências (POMT). Desenvolvida pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP/IESP-UERJ), esta metodologia inovadora combina elementos dos grupos focais tradicionais e das pesquisas de painel, operando de maneira assíncrona através do aplicativo WhatsApp. Participantes foram divididos em dois grupos conforme sua posição frente aos eventos antidemocráticos de 8 de janeiro (convictos e moderados), permitindo comparações internas e externas a partir de variáveis socioeconômicas previamente coletadas. A coleta contínua, por seis meses, possibilitou acompanhar variações e estabilidade nas opiniões sobre temas como corrupção, economia, pautas identitárias e adesão institucional. A técnica do POMT demonstrou vantagens em relação aos grupos focais síncronos tradicionais, como maior flexibilidade temporal, menor custo operacional e maior representatividade da amostra. Contudo, limitações na captação de aspectos comunicativos não verbais foram observadas. Os achados sugerem diferenças consistentes entre os grupos em relação ao alinhamento com valores democráticos e à intensidade da identificação com Bolsonaro.
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