Entre o trabalho docente e a estrutura institucional: percepções de QVT em contexto de precarização estrutural
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14365Palavras-chave:
Qualidade de vida no trabalho, Trabalho docente, Precarização estrutural, Racionalidade neoliberal, Realismo capitalista, Sofrimento psíquicoResumo
O estudo analisa a percepção de docentes de uma universidade federal sobre sua Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), articulando o modelo de Walton com referenciais críticos sobre neoliberalismo, realismo capitalista e gestão do sofrimento psíquico. Realizou-se um estudo de caso descritivo com 21 docentes do CCSO/UFPel, por meio de questionário misto aplicado em 2019. Os resultados indicam forte contraste entre fatores intrínsecos, que sustentam a satisfação (autonomia, relação com estudantes, sentido social do trabalho), e fatores extrínsecos, marcados por precarização estrutural (infraestrutura deficiente, insegurança jurídica e cortes orçamentários). Os achados exploratórios sugerem a hipótese de que o sofrimento docente pode ser politicamente produzido por um contexto de desmonte institucional interpretado pelos docentes como transformador de direitos em incertezas e amplia a sobrecarga individual. Conclui-se que intervenções de QVT centradas apenas em bem-estar individual são insuficientes, sendo necessária a recomposição material, a garantia de segurança institucional e o fortalecimento das relações coletivas.
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