Síndrome Autoimune/Inflamatória Induzida por Adjuvantes (ASIA): Perspectivas sobre Patogênese, Diagnóstico e Manejo
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14296Palavras-chave:
Síndrome autoimune, Adjuvantes, Síndrome de Shoenfeld, Segurança vacinal, Implantes de siliconeResumo
Introdução: A Síndrome Autoimune/Inflamatória Induzida por Adjuvantes (ASIA) representa um arcabouço conceitual unificado proposto em 2011 para abranger diversos distúrbios imunomediados desencadeados pela exposição a adjuvantes em indivíduos geneticamente predispostos. Objetivo: Esta revisão visa sintetizar o entendimento atual sobre a patogênese, as manifestações clínicas, as abordagens diagnósticas e as estratégias terapêuticas da ASIA, ao mesmo tempo em que identifica lacunas críticas na pesquisa existente. Métodos: Foi realizada uma síntese narrativa abrangente, examinando a literatura de múltiplas bases de dados (PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase) para publicações do período de 2011 a 2025. Os dados foram sintetizados em quatro domínios: mecanismos imunopatogênicos, fenótipos clínicos, evolução dos critérios diagnósticos e substâncias adjuvantes emergentes. Resultados: A fisiopatologia da síndrome ASIA é complexa, envolvendo ativação imune inata, ruptura da autotolerância e inflamação crônica. Os desencadeadores primários incluem adjuvantes vacinais à base de alumínio, implantes de silicone e outros biomateriais. Clinicamente, a síndrome manifesta-se com heterogeneidade significativa, abrangendo sintomas constitucionais, acometimento musculoesquelético e patologia de múltiplos sistemas orgânicos. Os critérios diagnósticos atuais requerem maior refinamento, e o manejo terapêutico enfatiza principalmente a remoção do adjuvante desencadeante e a imunomodulação subsequente. Aspectos controversos persistem, incluindo debates sobre sua validade nosológica, implicações para a segurança vacinal e dimensões médico-legais. Conclusão: Apesar do debate científico em curso, a ASIA representa um arcabouço valioso para a compreensão da relação entre exposição a adjuvantes e fenômenos autoimunes. Pesquisas futuras devem priorizar estudos de coorte prospectivos, imunofenotipagem avançada, protocolos diagnósticos padronizados e o desenvolvimento de adjuvantes mais seguros para otimizar o cuidado ao paciente sem comprometer as iniciativas de saúde pública.
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Copyright (c) 2025 Luis Jesuino de Oliveira Andrade, Gabriela Correia Matos de Oliveira, Luís Matos de Oliveira, Luanna Lopes da Silva Ramos, Osmario Jorge de Mattos Salles

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