“EU SEI QUE A VERDADE DÓI, ENTÃO EU MENTI PARA VOCÊ”: FAMÍLIA, VAMPIROS, PERFORMANCE E RELAÇÕES RACIAIS EM PECADORES (2025)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13310Palavras-chave:
cinema, horror, família, relações raciais, antropologia visualResumo
Neste trabalho, analisamos o filme de horror racial Pecadores (2025), ambientado no sul dos Estados Unidos dos anos 1930, no qual dois irmãos negros - Smoke e Stack - enfrentam a ameaça de um antigo vampiro. Essa figura monstruosa, o antagonista Remmick, cuja missão é criar uma família vampírica por meio da transformação violenta e do sangue, desvela mecanismos de assimilação cultural e étnica. A relação entre os irmãos protagonistas e seu objetivo de construir um bar que sirva de refúgio para as pessoas negras, por sua vez, possibilita explorar formas de parentesco consanguíneo marcadas por tensões raciais, mas também por tentativas de construir uma comunidade baseada na diversidade e na resistência coletiva. Assim, a família aparece articulada em chave dupla: de um lado, o convite à assimilação; de outro, a construção de uma comunidade insurgente. Logo, a obra nos convoca a refletir sobre a complexidade das relações raciais em articulação com dinâmicas familiares e de parentesco. Assim, Pecadores se apresenta como um poderoso artefato para refletir sobre a violência racial e as alternativas à sua perpetuação, apontando para a possibilidade de uma comunidade insurgente e para a fabulação de futuros que não são pautados pela esterilidade da subordinação, mas sim pelas potencialidades criativas da agência e da resistência negra.
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