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FLORESTAN FERNANDES, PENSADOR POLÍTICO DA REDEMOCRATIZAÇÃO (1978-1985): TENSÕES PRODUTIVAS NAS CIÊNCIAS SOCIAIS BRASILEIRAS

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13306

Palavras-chave:

ciência política, autocracia, Florestan Fernandes, democratização, ditadura civil-militar

Resumo

A partir dos anos 1980 configurou-se em termos disciplinares o que hoje, no Brasil, conhecemos como ciência política. Forjada pelo empenho do chamado grupo mineiro/carioca, o novo campo de estudos disciplinar, dentre outros objetivos, pretendeu demonstrar a insuficiência das ciências sociais até então praticadas, sobretudo da sociologia, para a compreensão do processo político daquele contexto. Tendo em vista esse entendimento, este artigo investiga os deslocamentos disciplinares, acadêmicos e intelectuais de Florestan Fernandes a partir dos anos 1980, em direção a estudos políticos específicos das instituições do período. Argumenta-se que Fernandes elaborou, no período do fim da ditadura civil-militar à transição para a democracia, análises consistentes das instituições políticas que estavam se conformando no Brasil, portanto, contrariando a interpretação de que sua produção esteve restrita à análise social e afastada da investigação político-institucional. Simultaneamente, ocorreu na trajetória do sociólogo a passagem do acadêmico construtor das ciências sociais brasileiras para o escritor engajado e publicista revolucionário. A articulação entre essas duas dimensões resultou no desenvolvimento de um estilo de análise da política que denominamos “ciência política sociologicamente orientada ou perturbada”, por compreender os regimes políticos para além de suas manifestações formais e investigar as relações constitutivas entre sociedade e política.

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Biografia do Autor

Thais Florencio de Aguiar, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Thaís Florencio de Aguiar é docente do IFCS/UFRJ. Coordena o Grupo de Pesquisas Democracia e Teoria (GPDET), co-coordena GT Acyse no Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e integra o Grupo de Estudos sobre Neoliberalismo e Alternativas (GENA-Amazônia).

Alexander Couto Englander, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Alexander Couto Englander é doutor em sociologia pelo IESP-UERJ. Pesquisador no Núcleo de Pesquisas e Estudos do Trabalho (Nupet/IESP-UERJ), no Grupo de Pesquisa Democracia e Teoria (GPDET/UFRJ) e no Núcleo de Estudos Regionais (NERE/URCA).

Ronaldo Tadeu de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Ronaldo Tadeu de Souza é docente do IFCS/UFRJ. Pesquisador no Cedec-Centro de Estudos em Cultura Contemporânea e no Grupo de Pesquisas Democracia e Teoria (GPDET) e membro do comitê editorial do Dicionário Marxista das Américas.

Enviado

10/09/2025

Postado

12/09/2025 — Atualizado em 25/09/2026

Versões

Como Citar

FLORESTAN FERNANDES, PENSADOR POLÍTICO DA REDEMOCRATIZAÇÃO (1978-1985): TENSÕES PRODUTIVAS NAS CIÊNCIAS SOCIAIS BRASILEIRAS. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13306 (Original work published 2025)

Série

49º Encontro Anual da ANPOCS

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Esta versão mantém a tese central do artigo, mas traz novas referências e ênfases mais adequadas e refinadas das conclusões de pesquisa.

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  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito