GAMBIARRA PRA SE FAZER BARULHO: AS TECNOLOGIAS MUSICAIS NEGRAS DE PERIFERIA COMO RESISTÊNCIA POLÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13280Palavras-chave:
Hip hop, Funk, Periferias, Produção do conhecimentoResumo
O trabalho em tela objetiva discutir como as tecnologias musicais em contextos negros e periféricos são perpetradas enquanto produtoras de resistência e conhecimeno. Essa dinâmica se consolida a partir da apropriação de instrumentos musicais, aparelhos sonoros, e equipamentos distintos que podem vir a se tornar veículos de produção musical. Essa materialidade possibilita a experimentação e reinvenção de outros horizontes musicais criando novas estéticas, sendo possível então, compreender essas invenções a partir do entendimento das gambiarras enquanto categoria crítica (Tragtenberg et al., 2021). A partir disso, analisaremos exemplos de como o fazer da música na periferia de Belo Horizonte nos gêneros e culturas musicais do funk e do hip-hop, subvertem a lógica do acesso restrito causado pelas desigualdades sociais, ordenando a lógica das ausências aos meios produtores e facilitadores do fazer musical, criando novas formas de fazer música e ampliando as compreensões sobre o fazer artísticos. Assim, buscamos dispor da produção musical como modo de resistência a partir da apropriação tecnológica que esses gêneros em específico vem efetuando ao menos desde a última década na capital mineira.
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