MULHERES ANTIFEMINISTAS NA POLÍTICA BRASILEIRA: A MOBILIZAÇÃO DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” COMO PAUTA ESTRATÉGICA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13254Palavras-chave:
antifeminismo, gênero, ideologia, afetos, conservadorismoResumo
Este paper investiga como mulheres da nova direita brasileira, com cargos institucionais e forte presença nas redes sociais, instrumentalizam a pauta da “ideologia de gênero” como estratégia política. A pesquisa analisa os casos de Ana Caroline Campagnolo, deputada estadual por Santa Catarina, e Sonaira Fernandes, vereadora de São Paulo, partindo da hipótese de que o antifeminismo não se limita a uma reação, mas constitui uma tecnologia política mobilizadora, baseada na criação de inimigos simbólicos e na ativação de afetos como medo, pânico e ressentimento. Por meio da análise crítica do discurso e da análise temática de pronunciamentos parlamentares, entrevistas, livros, cursos e materiais digitais, busca-se compreender de que forma essas lideranças articulam moral, emoção e retórica para gerar coesão ideológica, visibilidade e capital político. A abordagem fundamenta-se também na teoria dos afetos, especialmente nos conceitos de hostilidade e contágio afetivo propostos por Sara Ahmed. A metodologia permite mapear como essas mulheres, ao se apresentarem como defensoras da moral e da família, mobilizam estratégias discursivas que reforçam agendas conservadoras e políticas antigênero no contexto brasileiro contemporâneo, produzindo forte apelo emocional e retórico nas plataformas digitais.
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