ANÁLISE DO DISCURSO DO ESTRESSE NA PÓS-MODERNIDADE: A PRECARIEDADE DO TRABALHO, CULTO A PERFORMANCE, PRODUÇÃO E CONSUMO
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13098Palavras-chave:
Análise do Discurso, Estresse, Pós-Modernidade, PerformanceResumo
Propõe-se investigar como o discurso sobre estresse na pós-modernidade naturaliza fatores que justificam a precarização do trabalho, o culto à performance e a captura do tempo de vida para produção e consumo. O objetivo principal é compreender como se constrói o discurso sobre o conceito de estresse na pós-modernidade na relação com o trabalho, na captura do tempo de vida a produção e ao consumo. Utilizar-se-á como método a Análise do Discurso estruturado a partir da arqueologia e genealogia de Foucault e a sistematização deste método por Orlandi. Opta-se por esse método em função de ser adequado a compreensão dos inúmeros acontecimentos discursivos, que ao serem analisados em unidade permitem se alcançar o espaço do discurso. Espera-se, como resultado, a descrição de que o estresse na pós-modernidade estar intrinsicamente relacionado ao processo de precarização do trabalho, que foi redirecionado a vida da produção e do consumo como a via mais desejada de existência na pós-modernidade: “nós só somos, se nós consumirmos”. Essa lógica de existência proporcionou a mudança da sociedade moderna da disciplina à sociedade pós-moderna do desempenho do autopanóptico, com o estresse a ser um dos indicadores desenvolvimento.
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Copyright (c) 2025 João Paulo Nogueira da Silva, Flávia Cristina Silveira Lemos

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