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“ANTES O MUNDO NÃO EXISTIA” – ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA, MUSEUS E DECOLONIALIDADES

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13065

Palavras-chave:

Museus, Arte contemporânea, Mercado de arte, Agentes, Artistas indígenas, Sistema de arte

Resumo

Museus de arte brasileiros vêm passando por transformações significativas nos últimos cinco anos. Elas se devem às novas estratégias expositivas adotadas pelas instituições e à presença de novos artistas, às vezes organizados em coletividades e antes objetificados apenas em coleções etnográficas. Estas mudanças ocorrem na esteira de um cenário de valorização internacional de povos originários e de pautas identitárias, o que produziu novas possibilidades de operação no sistema de arte local. Buscamos com este trabalho melhor compreender quais narrativas são acionadas na legitimação deste novo cenário analisando o material institucional, recorrendo às observações realizadas em campo inclusive junto com alguns artistas e curadores envolvidos neste processo e refletir sobre os desdobramentos destas mudanças. Podemos constatar que acionar o discurso do decolonial não é suficiente nem imperativo para a explicação destas transformações, outrossim, trata-se de uma ferramenta acionada pelo mercado para possibilitar novas cadeias de produção e circulação de bens no contexto do mercado de arte.

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Biografia do Autor

Jeremias Silva Cavalcanti, Universidade Federal de Pernambuco

Jeremias Silva Cavalcanti é licenciado em História pela UFPB, trabalhou com organização de arquivos e está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia PPGAN da UFPE, onde cursa atualmente o segundo semestre do Mestrado.

Postado

26/08/2025

Como Citar

“ANTES O MUNDO NÃO EXISTIA” – ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA, MUSEUS E DECOLONIALIDADES. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13065

Série

49º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito