Colonialismo energético e o Nordeste brasileiro como zona de sacrifício para a transição energética
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13060Palavras-chave:
Colonialismo Energético, Energias Renováveis, Zonas de Sacrifício, Transição Energética, Nordeste BrasileiroResumo
O artigo apresenta resultados do estudo exploratório que visou conhecer as dimensões sociais, econômicas e políticas implicadas na instalação de megaprojetos de energia eólica e solar no Nordeste brasileiro. Nos alinhamos ao debate decolonial e recorremos aos conceitos de colonialismo energético e zonas de sacrifício, que problematizam a utilização da transição energética como justificativa para a exploração econômica dos recursos naturais no Sul global e periferias do Norte global. Usando dados secundários, visitas de campo e analisando audiências públicas, concluímos que as soluções empresariais para a descarbonização do setor elétrico mantém as assimetrias de poder remanescentes do colonialismo, atualizando-as em razão da dominação das subjetividades, amparada por um tipo de discurso ambiental que é propagado pela manipulação midiática e reforçado localmente pelas promessas de ganhos econômicos para as comunidades afetadas. Elas reforçam vulnerabilidades e desigualdades ao mesmo tempo em que destroem ecossistemas e modos de vida de povos explorados
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