O Olhar dos Profissionais da APS sobre a Finitude: Impactos Pessoais e Profissionais da Morte na Prática de Cuidado
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12775Palavras-chave:
Morte, Luto, Atenção Primária à Saúde, Grupos focaisResumo
Vida e morte são processos naturais da existência humana, mas o enfrentamento da finitude permanece desafiador, especialmente para profissionais de saúde. Este estudo teve como objetivo discutir a finitude da vida com profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), analisando como lidam com esse tema em suas vidas pessoais e profissionais. A pesquisa qualitativa foi conduzida por meio de quatro grupos focais com 20 profissionais da APS. A análise de conteúdo permitiu acessar subjetividades, vivências e sentidos atribuídos à morte, revelando aspectos emocionais, espirituais e sociais que atravessam suas trajetórias pessoais e profissionais. Observou-se que o enfrentamento da morte é atravessado por sentimentos ambivalentes, que vão do medo à aceitação, e que o vínculo com os usuários pode potencializar tanto o cuidado quanto o sofrimento. A violência do território também emergiu como elemento central na banalização da morte e no impacto sobre os processos de luto. Refletir sobre morte e a própria finitude mostrou-se como caminho possível de qualificação do cuidado, apontando para a necessidade de incorporar a temática da morte na formação e educação permanente em saúde, sobretudo na APS, promovendo espaços de escuta, reflexão e suporte.
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Copyright (c) 2025 Ana Paula de Melo Dias, Jorge Esteves Teixeira Junior, Raquel Ferreira, Rivadavio Fernandes Batista Amorim

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