Simplesmente nada simples: leituras possíveis de simplesmente no português brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12729Keywords:
Semântica Formal, pragmática, ExclusivosResumen
Este trabalho investiga, pela primeira vez sob a ótica da semântica formal, o uso do item ‘simplesmente’ no português brasileiro. A análise revela que o termo pode funcionar como um exclusivo canônico — intercambiável por itens como ‘só’ e ‘apenas’ —, mas também assume leituras de exclusivo fraco, conforme a tipologia proposta por Warstadt (2020) para o item inglês ‘just’, com o qual ‘simplesmente’ guarda semelhanças. Entre essas leituras fracas, destacam-se as interpretações não-explanatória (algo inexplicável), não-contrastiva (uso como intensificador) e não-elaborativa (ideia indiscutível). Tais usos estão relacionados à noção de Questões em Potencial (do inglês Potential Questions): ao empregar ‘simplesmente’, o falante sinaliza que não possui respostas para perguntas que podem advir no discurso, utilizando o termo como estratégia discursiva para gerenciar o fluxo discursivo. Ademais, a posição sintática de ‘simplesmente’ influencia diretamente suas possíveis interpretações, havendo uma correlação entre escopo e leitura, que reforça a importância do contexto sintático na análise semântica do exclusivo.
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Derechos de autor 2025 Adriano Lopes Rodrigues, Renato Basso

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