Parceria FIFA e OMS na Copa do Mundo de Clubes: diga-me com quem andas, eu te direi quem és?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12626Palavras-chave:
Educação em Saúde, Organização Mundial da Saúde, Conflito de Interesses, FutebolResumo
Com referência na campanha Be Active, o presente texto apresenta e traz reflexões sobre as contradições que permeiam a parceria entre a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A principal delas está no contraste entre as relações históricas entre a FIFA e as indústrias de commodities insalubres, que patrocinam seus megaeventos há mais de 50 anos e os esforços da OMS em recomendar a formulação de políticas mais assertivas para proteger crianças e adolescentes dos impactos do marketing alimentar, bem como seu apoio ao debate sobre os determinantes comerciais da saúde. Complementarmente, o texto também destaca contradições na temática antirracista e o questionamento ao apoio da OMS à uma instituição que possui um conturbado histórico recente em outras esferas, como nos casos de corrupção e aproximações com regimes teocráticos, que buscam, a partir do sportswashing “lavar” a sua imagem pelo esporte. Por fim, a partir destes pontos de contradição, que não envolvem apenas prerrogativas econômicas, cabe indicar, sob o enfoque da promoção da AF, que a parceria entre OMS e a FIFA não se sustenta. Ao refletir sobre as chancelas de apoio da OMS à FIFA, recomenda-se o seu afastamento das entidades que, em suas práticas, não prezam pela saúde e equidade.
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