IMPERIALISMO 2.0 E A REESTRUTURAÇÃO GLOBAL: TERRITÓRIO, INFRAESTRUTURAS E DOMÍNIO COGNITIVO NA ERA DA PÓS-VERDADE (Seletividade espacial, neuroterritorialização e os novos mecanismos de poder geopolítico e simbólico no século XXI)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12368Palavras-chave:
imperialismo, território reticulado, neuroterritorialização, seletividade espacial, infraestruturas do poderResumo
Este ensaio analisa como o imperialismo contemporâneo se reorganiza a partir da chamada “nova” reestruturação econômica global, com foco na seletividade territorial que caracteriza o território em rede. Argumenta-se que o domínio não se efetiva apenas por meios militares ou econômicos clássicos, mas por uma combinação de controle infraestrutural, plataformização das redes e captura cognitiva dos sujeitos, característica da Era da Pós-verdade. A partir das contribuições de Milton Santos, Saskia Sassen, Achille Mbembe e Byung-Chul Han, o texto propõe uma leitura crítica do espaço geográfico como nó estratégico e funcionalizado ao projeto imperialista. Aponta-se que a seletividade dos fluxos e a neuroterritorialização promovem novas formas de subordinação, mas também abrem possibilidades de resistência reticulada, reapropriação infraestrutural e construção de pactos territoriais soberanos.
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