APURAÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE NA GRANDE ILHA DE SÃO LUÍS: FRAGILIDADES E POTENCIALIDADES
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12356Palavras-chave:
Acesso à Internet, Equipamentos de informática, Unidade de SaúdeResumo
O Sistema Único de Saúde (SUS) visa garantir a saúde como direito do cidadão e dever do Estado, por meio de uma rede regionalizada e hierarquizada de ações e serviços. Os Sistemas de Informação em Saúde (SIS) apoiam a tomada de decisão e o controle das organizações de saúde por meio da gestão de informações. Em 2013, o Ministério da Saúde criou o e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB) para informatizar a Atenção Básica à Saúde, incluindo infraestrutura tecnológica como computadores, internet de banda larga e dispositivos móveis para cadastramento. Este trabalho tem como objetivo quantificar quantos computadores em condições uso há nas unidades básicas no munícipio de São Luís, quantas dessas unidades possuem internet, qual a quantidade de dispositivos tem acesso à internet na unidade e quantas unidades fazem uso de fichas de papel e prontuário eletrônico. Os dados foram extraídos no site do Ministério da Saúde dentro do sítio “Programa Nacional de Melhorias de Acesso a Qualidade (PMAQ-AB) e analisados de modo transversal. O município de São Luís possui 63 UBS cadastradas, das quais 76,2% participaram do 3º ciclo do PMAQ-AB, revelando variações na infraestrutura tecnológica. Das 125 máquinas contabilizadas, apenas 51,2% têm acesso à internet, e 25% UBS não possuem conexão, dificultando o uso de sistemas como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), adotado por apenas uma unidade. Embora 97% das UBS no Brasil seja digitalizado o total de computadores não corresponde ao número de dispositivos conectados, e apenas 69,4% unidades com internet operam de forma contínua. A qualidade e disponibilidade da conexão impactam diretamente a eficiência e condições de trabalho nas UBS, evidenciando a necessidade de maior integração digital. Contudo, a informatização das UBS em São Luís avança, mas desafios persistem, especialmente na conectividade e uso de sistemas como o PEP, disponível em apenas uma unidade. A discrepância entre o número de dispositivos e os conectados à internet compromete a eficiência das atividades. Melhorar a qualidade da conexão é essencial para integrar e otimizar os serviços de saúde.
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