Mortalidade materna, interseccionalidade e o caso Alyne Pimentel: uma reflexão
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12197Palavras-chave:
Mortalidade Materna, Interseccionalidade, Desigualdades de Saúde, Iniquidades em Saúde, RacismoResumo
Este estudo tem como objeto a mortalidade materna de mulheres negras no Brasil, com foco nos impactos do racismo institucional e estrutural na atenção à saúde reprodutiva. O objetivo foi refletir sobre a mortalidade materna entre mulheres negras no Brasil à luz do caso emblemático de Alyne Pimentel a partir das contribuições da Teoria Crítica da Raça e da interseccionalidade. Trata-se de um estudo documental, com análise de literatura científica, políticas públicas e documentos oficiais, utilizando o caso Alyne como eixo analítico central. A abordagem teórica fundamenta-se na interseccionalidade, conforme proposto por Kimberlé Crenshaw, e na Teoria Crítica da Raça, destacando como o racismo opera na estrutura e nas práticas do sistema de saúde. Os resultados indicam que, apesar de avanços legais, as desigualdades raciais persistem, com mulheres negras apresentando taxas de mortalidade materna muito superiores às de mulheres brancas. Concluindo que a efetivação da justiça reprodutiva exige políticas públicas interseccionais, com monitoramento constante, enfrentamento do racismo institucional e fortalecimento das estratégias de cuidado à saúde materna com equidade racial e de gênero.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2025 Gustavo Gonçalves dos Santos, Leticia de Almeida Dionizio

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


