O “bicho, aquele guri” nos territórios indígenas colombianos: tecendo pensamentos com a comunidade Kankuama, em tempos de pandemia
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.1203Palavras-chave:
Povos Indígenas, Pandemia, Saúde Intercultural, Atitude Frente a Morte, Metodologias de Investigação Indígenas, Ocupações DescolonizadorasResumo
Objetivo : Este artigo tem como objetivo refletir sobre as experiências de afirmação de vida e prepação para a morte da comunidade indígena Kankuama colombiana, diante da pandemia e dos efeitos físicos, socioculturais, ecológicos e espirituais que fundamentam e impactam sua identidade, visibilidade, consciência e participação ocupacional. Métodos: Por meio de pesquisa étnico-nacional colaborativa com base no pensamento indígena, o "Yarning" ou tecido foi utilizado para recuperar as narrativas de três kankuamos por meio de duas entrevistas semiestruturadas face a face e uma virtual, gravadas e transcritas entre abril e agosto de 2020. As narrativas permitiram tecer reflexões vinculadas à luta pela preservação da própria dinâmica intercultural da saúde, reconhecendo elementos vinculados à sua historia, a ressignificação do vírus como fenômeno de aprendizagem do homem na relação com a Mãe Terra e com o território.O artigo também aborda os processos ocupacionais vinculados à morte, enfatizando os aprendizados da perda e da consciência do legado espiritual dos mais velhos, decanos e sábios para una interpretación e orientação das práticas mortuárias da pasagem ao "Chundwa". Conclusiones : Resgatam-se as percepções que os Kankuamos possuem sobre a situação atual de saúde, conceitos de saúde e bem-estar, com base na “Ley de Sé” e sua relação com as ocupações relacionadas à morte, ao equilíbrio social, cultural e natural, que devem ser considerado dentro de la terapia ocupacional e da ciência ocupacional en América Latina.
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