Desorganização social e sociabilidade violenta: Um estudo de caso em Maceió (AL)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11661Palavras-chave:
desorganização social, sociabilidade violenta, periferia urbanaResumo
O artigo examina as relações entre desorganização social, sociabilidade e construção simbólica da violência a partir de um estudo de caso etnográfico no bairro de Benedito Bentes, o mais populoso bairro de Maceió (AL). Com base em entrevistas, observação direta e análise documental, analisamos como processos históricos de urbanização desigual, migração interna e ausência do Estado moldaram redes de sociabilidade, produziram estigmas territoriais e favoreceram o enraizamento de formas paraestatais de regulação. A partir de um modelo analítico que articula os conceitos de desorganização social, sociabilidade violenta e estigmatização territorial, evidenciamos como as fronteiras simbólicas internas ao bairro (sua “topografia moral”) configuram trajetórias, vínculos e percepções sobre a violência. Argumentamos que a violência, mais do que ruptura, opera como linguagem social e mecanismo cotidiano de mediação nos territórios periféricos. O artigo busca contribuir para uma compreensão relacional da violência urbana no Brasil, superando leituras que a associam exclusivamente à ausência de normas ou ao colapso institucional. Ao ouvir os moradores, suas memórias e estratégias de pertencimento, evidenciamos que a experiência urbana periférica se dá entre estigmas e resistências, precariedade e agência, fragmentação e solidariedade. A análise propõe uma leitura mais densa dos efeitos sociais da segregação urbana e da produção simbólica da marginalidade.
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