Fins e Meios: Repensar as Audiências
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11268Palavras-chave:
Audiências, Públicos fortes, Fins extrínsecos, Fins intrínsecos, jornalismoResumo
Este ensaio examina a relação entre fins e meios no jornalismo contemporâneo. Sugere que o objetivo de capturar audiências para monetização publicitária moldou historicamente a estrutura e o conteúdo dos meios de comunicação. Critica esse modelo, apontando que ele reduz as audiências a mercadorias passivas, priorizando a sobrevivência econômica sobre seu papel social. Em vez disso, propõe uma abordagem focada na criação de "públicos fortes", onde as audiências atuam como agentes ativos na comunicação pública e na ação coletiva.
Por meio de uma análise histórica ainda muito preliminar, o jornalismo canônico —neutro e centrado no texto— é contrastado com formas alternativas que, nos primórdios do jornalismo, como o jornalismo de agitação social, caracterizam-se pela fusão entre informação e ativismo, colocando a ação social e os cidadãos como agentes no centro. Apresenta-se uma escala de oito níveis de interação audiência-mídia, desde o consumo superficial até a criação de meios próprios, destacando a importância de fins extrínsecos (fortalecer a democracia, mobilização cidadã) sobre fins intrínsecos (sobrevivência do meio).
O artigo conclui que repensar os fins do jornalismo, inspirando-se em práticas históricas e horizontes participativos, é essencial para transformar as audiências em sujeitos políticos capazes de influenciar o espaço público. Plataformas como Ciudad Vaga poderiam promover essa abordagem, priorizando a comunicação crítica e a geração de estruturas midiáticas cidadãs em detrimento das métricas tradicionais de mercado.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2025 Julian Alberto Gonzalez Mina

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


