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BONAPARTISMO À BRASILEIRA: DEMOCRACIA AUSENTE E AS VIAS DO ESTADO DE EXCEÇÃO NO BRASIL (2016-2022)

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.10503

Palavras-chave:

Golpe de Estado, Estado de Exceção, Bonapartismo Bolsonarista

Resumo

O Golpe de Estado soft de 2016 forjou um tipo particular de Estado de Exceção que suspendeu parcialmente os direitos civis, políticos e sociais de grandes contingentes populacionais superempobrecidos e suas representações classistas. Tratou-se de um processo complexo de insegurança jurídica generalizada e, portanto, de crise e aprofundamento da instabilidade institucional, de tal forma a colocar na ordem do dia duas questões da quarta República (1988-2016): Militar (guerra interna e doutrina da segurança nacional) e Judiciário (lawfare). Ambas as ideologias forjadas pelo capital-imperialismo europeu e estadunidense, com suas expressões particulares no binômio colonialismo-escravismo. Tal processo se aprofundou com a eleição atípica e o governo autocrático de Jair Messias Bolsonaro (2019-2022), marcado pela militarização das instituições políticas, controle das instituições de coerção, fortalecimento e expansão das milícias (grupos paramilitares) e ameaça constante de autogolpe. Assim, o fenômeno social do bolsonarismo potencializou a questão militar e a elevou a condição de Partido Militar. Frente ao avanço da militarização sociocultural e político-econômica, o Judiciário – que havia sido fundamental para a efetivação do Golpe de Estado – foi forçado a defender a democracia, sob pena de extinção tanto do Parlamento quanto do próprio Judiciário, caso permanecesse no campo golpista. Em um processo eleitoral típico, as eleições demarcariam simplesmente a sucessão governamental. Todavia, as eleições presidenciais de 2022 colocou o Brasil em uma encruzilhada: o aprofundamento do Estado de Exceção, pela via de um tipo particular de bonapartismo bolsonarista ou a abertura de um potencial processo de (re)democratização, todavia, tutelado pelo Judiciário.

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Biografia do Autor

Marcelo Silva, Instituto Federal de Educação

Formado em Ciências Sociais e Filosofia, pela Universidade Estadual Paulista ? "Júlio de Mesquita Filho" ? (UNESP/Campus Marília), em nível de Bacharelado e Licenciatura, em ambos os Cursos. Mestre em Sociologia (UNESP/Campus Araraquara). Doutor em Ciências Sociais (UNESP/Campus Marília). Doutorado Sanduwsh em Relações Internacionais, pela Universidad Nacional de La Plata (UNLP/Argentina). Pós-Doutorado em História (UFG). Professor Substituto nos Cursos de Ciências Sociais e Relações Internacionais (UNESP/Campus Marília), de 2010 a 2013. Professor Efetivo de Sociologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás/Campus Goiânia, no qual desenvolve atividades de ensino-pesquisa-extensão, em diversos níveis e modalidades, desde abril de 2014. Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançadas - Ética e Política Emancipatória (NEPA-EPE/CNPq). Professor-pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação (IFG/Campus Goiânia), no qual leciona, desenvolve pesquisa e orienta. Atua principalmente nas seguintes temáticas: Teoria da História; Capitalismo Tardio, Dependente e Associado; Estado Nacional e Capitalismo Periférico; Formação Social Brasileira; Instituições Políticas Brasileiras; Políticas e Gestão da Educação Profissional e Tecnológica; História da Educação; Sociedade Civil do Mundo do Trabalho; Teoria Política do Socialismo; e, Teoria da Democracia.

Postado

02/12/2024

Como Citar

BONAPARTISMO À BRASILEIRA: DEMOCRACIA AUSENTE E AS VIAS DO ESTADO DE EXCEÇÃO NO BRASIL (2016-2022). (2024). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.10503

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito